L. A. L. da Silva nasceu em Porto Alegre, sul do Brasil, em 1961. Oito anos mais tarde, logo depois de Neil Armstrong e Buzz Aldrin terem caminhado na Lua pela primeira vez, recebeu de presente um livro escrito pelo professor Rubens de Azevedo, grande geógrafo brasileiro e astrônomo amador, intitulado “Na Era da Astronáutica”. Estimulado por aquele livro, tentou suas primeiras identificações das constelações no agora distante verão austral de 1970. No outono daquele mesmo ano, seu pai mostrou-lhe um cometa brilhante, provavelmente o cometa Bennett.
Contudo, seria outro cometa famoso, o Kohouteck 1973-f, que renovaria seu interesse pela astronomia. O ano era 1973, que foi também importante por duas razões adicionais: o sobrevoo de Júpiter pela sonda Pioneer 10, em dezembro, e pela aquisição de um modesto binóculo 4×50…
O ano de 1974 chegou trazendo uma série de artigos mensais escritos por Ronaldo Rogério de Freitas Mourão, astrônomo profissional do Observatório Nacional do Rio de Janeiro, publicados no Correio do Povo, tradicional jornal local. Os textos descreviam os aspectos do céu mês a mês, incluindo cartas celestes.
Durante o inverno daquele ano, da Silva comprou o livro Atlas Celeste, de Mourão, e também seu primeiro telescópio, um modesto refrator altazimutal de 40 mm de abertura, equipado com uma única ocular de baixa qualidade, que proporcionava 40 vezes de aumento. Apesar da pouca qualidade daquele pequeno instrumento, durante um ano e meio, ele pôde maravilhar-se com observações da superfície da Lua, dos satélites de Júpiter, das fases de Vênus, e dos anéis de Saturno, exatamente como Galileo Galilei havia feito 365 anos antes.
Em fevereiro de 1976, da Silva adquiriu seu segundo telescópio, um refrator de montagem equatorial com 60 mm de diâmetro, infinitamente melhor que o primeiro telescópio. Com tal instrumento, ele iniciou uma pesquisa visual sistemática de todas as constelações visíveis desde a

latitude 30 graus sul da cidade de Porto Alegre,um estudo que culminaria com a observação de objetos celestes em 82 das 88 constelações oficiais aprovadas em 1922 pela União Astronômica Internacional (UAI).
Com aquele mesmo telescópio, ele também conduziu um programa de observações solares em luz branca, cobrindo um ciclo undecenal completo (o ciclo número 21), entre 1976 e 1987.

Na primavera de 1977, da Silva tomou parte em um Curso de Introdução à Astronomia, promovido pelo Departamento de Astronomia do Instituto de Física da Universidade Federal do Rio Grande do Sul (UFRGS), no planetário da cidade. Um ano mais tarde, também frequentou um curso de astronomia ministrado pelo professor Fernando G. Sampaio, jornalista especializado em divulgação científica.
Em 1979 iniciou um ciclo intenso de atividades, incluindo o curso de Bacharelado em Física na Universidade Federal do Rio Grande do Sul – UFRGS, a fundação da Sociedade Astronômica Riograndense (SARG), e as primeiras atividades focalizadas no ensino de astronomia e divulgação científica.
Entre 1981 e 1982, da Silva foi vice-presidente, e então, durante 1983 e 1984, presidente da União Brasileira de Astronomia. Entre 1985 e 1986 tomou parte de vários programas internacionais relacionados com o retorno do cometa Halley. Em 1989, obteve o grau de Mestre em Astrofísica pela UFRGS, estudando a supernova peculiar 1987-A.
Em 1991, publicou o livro Temas de Astronomia Moderna, pela Editora da UFRGS. Em 1992, criou a KC Produções, empresa dedicada ao ensino e à divulgação da ciência. Foi também o fundador e, desde 1991 até 1999, editor-chefe do jornal de astronomia Cosmos, periódico de circulação nacional. Criou também a primeira revista eletrônica de astronomia do Brasil, Ciência & Cosmos, que circulou entre 1999 e 2001 na Internet.

Tem sido um ativo repórter e comentarista científico, participando em centenas de programas de rádio e TV, havendo colaborado com grandes nomes do jornalismo local, tais como Flávio Alcaraz Gomes, Raul Moreau, e Lauro Quadros. Foi também autor da série “O Céu do Mês”, publicada pelo jornal Zero Hora durante cerca de uma década, entre 2000 e 2009.
O professor da Silva tem sido membro de várias associações nacionais e estrangeiras, tais como a Sociedade Astronômica Brasileira, a Royal Astronomical Society of Canada, International Occultation Timming Association, e American Association of Variable Star Observers. Foi também co-fundador da Liga Ibero-Americana de Astronomia, tendo servido como coordenador da Secção de Novas daquela entidade.
Na qualidade de pesquisador profissional, da Silva publicou trabalhos sobre supernovas e galáxias elípticas em revistas como The Astronomical Journal, Astronomy and Astrophysics, Revista Mexicana de Astronomía y Astrofísica, e Information Bulletin on Variable Stars. Atualmente se interessa por astrobiologia.

Entre 1992 e 2017 foi professor adjunto de física e astronomia na Universidade do Vale do Rio dos Sinos (UNISINOS). Em 2018 e 2019 trabalhou como professor na Universidade Federal do Rio Grande do Sul (UFRGS), em seu Campus Litoral Norte, em Tramandaí. Em 1997, na UNISINOS, criou um programa educacional conhecido como Oficinas de Astronomia, agora emancipado e disponível no Youtube, completando 24 anos de atividades contínuas.
Em 2006, participou da fundação da Associação para Investigação de Fenômenos Incomuns (AIFI) e, em 2009, no Ano Internacional da Astronomia, criou a Rede Omega Centauri para o Aprimoramento da Educação Científica, a qual opera um planetário móvel para visitas em escolas, entre outras atividades. Atualmente, exerce a função de presidente do conselho curador daquela entidade sem fins lucrativos.
Suas atividades atuais incluem lecionar, divulgação científica na mídia, desmistificação de OVNIs, observações com telescópios desde 10 até 16 polegadas de abertura, conferências e cursos, expedições de campo, fotografia digital de fenômenos naturais, e observações meteorológicas. Descreve a ele próprio como um “admirador fascinado pela natureza”.